Posts de Maio, 2008

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Analistas-Tributá rios devem ter seu reconhecimento pleno, independentemente da ocorrência de greve na RFB

Maio 30, 2008

Blog RFB Além dos muros corporativistas:

1) É antiga a reivindicação dos Analistas-Tributá rios pelo reconhecimento de uma parcela significativa de atribuições que exercem efetivamente na prática, e que ainda não estão expressas em lei. Esse pleito é decorrência natural da evolução do cargo. Entendemos que há espaços para uma atuação harmônica e integrada das categorias, sobretudo se a carreira Auditoria passar por uma adequação à ordem constitucional (ingresso exclusivo pelo cargo de Analista-Tributá rio e evolução ao longo de toda a estrutura).

2) Perguntamos: se há esse entendimento de que os Analistas-Tributá rios podem ser melhor aproveitados, porque não se converter essa intenção, desde logo (já com um bom atraso), na prática ? A sociedade tem de esperar a deflagração de nova greve?

3) Esse anúncio (que soa como virtual “ameaça” para os monopólios atributivos de Auditores-Fiscais, e como vaga promessa de reconhecimento para os Analistas-Tributá rios), se não vier acompanhado das referidas medidas práticas de correção da carreira, tende, naturalmente, a apenas acirrar as já existentes divergências entre as categorias (com prejuízos para o ambiente de trabalho facilmente estimáveis). Ainda que a lembrança possa ser inoportuna, o clássico de Maquiavel (O Príncipe) retrata situações que, esperamos, não estejam a ocorrer nem na mais remota semelhança:

“Os nossos ancestrais, e os que eram considerados prudentes, costumavam dizer que Pistóia devia ser conservada pela divisão dos partidos, e Pisa pelas fortalezas, e desse modo procediam de modo diverso nas cidades conquistadas para poder mantê-las mais facilmente. Tal era talvez a política mais sábia, naqueles tempos em que a Itália estava de algum modo equilibrada, porém não acredito que possa ser regra hoje; não creio que as divisões trouxessem qualquer benefício; antes, ao contrário, sucede que, quando se aproxima o inimigo, as cidades divididas são logo perdidas; porque a parte mais fraca irá para as forças externas e a outra não se poderá conservar. Os Venezianos, atendendo, ao que eu acredito, às razões supraditas, costumavam fomentar as facções guelfas e gibelínas nas cidades que dominavam. E, ainda que não os deixassem ir até a luta, alimentavam essas discórdias para que, entretidos os cidadãos naquelas suas controvérsias, não se unissem contra eles. Isso, como se viu, não surtiu bons resultados para eles porque, sendo os Venezianos destroçados em Vailá, algumas daquelas cidades criaram força e arrebataram- lhes todos os territórios. Tal política põe à mostra, pois, a fraqueza do príncipe, porque em principado poderoso nunca seriam permitidas tais divisões; elas apenas aproveitam nos tempos de paz, podendo, por esse sistema, governar mais facilmente os súditos. Vindo, porém, a guerra, nota-se a sua inutilidade. “

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Calma no Brasil! O reajuste está garantido.

Maio 26, 2008

Correio Braziliense
Blog do Servidor
26/05

Denise Rothenburg, colunista do Correio Braziliense, esteve com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que mandou um recado aos servidores. Segundo ele, o reajuste está garantido.

Bernardo disse que está sendo construída junto às lideranças políticas no Congresso Nacional uma proposta “alternativa”. “Mandamos o projeto de lei e, sendo aprovado, retiramos a medida provisória do crédito extra”, explicou o ministro.

Em termos práticos essa solução elimina o risco de o aumento não sair no próximo contracheque.

Veja aqui a entrevista.

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Impetrado Mandado de Segurança pleiteando atualização das carteiras funcionais e distintivos

Maio 26, 2008

Na última quarta-feira (21), a Diretoria de Assuntos Jurídico – DAJ impetrou mandado de segurança coletivo, na Seção Judiciária do Distrito Federal, pleiteando que fossem confeccionadas novas carteiras funcionais e novos distintivos, nos quais deverá constar a nomenclatura Analista-Tributário da Receita Federal do Brasil, e não Técnico da Receita Federal, como se dá atualmente, haja vista este cargo ter sido transformado, não mais existindo.

Informamos que primeiramente buscamos a via administrativa para as metas acima, porém, a Administração foi omissa, não apresentando manifestação no prazo previsto em lei, qual seja, de 30 dias. Assim, não restou outra opção à DAJ a não ser buscar o Judiciário.

O Mandado de Segurança recebeu o nº 2008.34.00.016101-7. Assim que tiver novo andamento, publicaremos nota informando. Lembramos que em havendo dúvidas, nosso e-mail é juridico@sindireceita.org.br.

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Camex lança estratégia para simplificar comércio exterior

Maio 20, 2008

Editado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Nº 646 – Brasília, 15 de Maio de 2008

 

 

Redução da burocracia foi planejada para incentivar o exportador. A iniciativa faz parte da nova política industrial brasileira

A Câmara de Comércio Exterior (Camex), representada por sete ministérios e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), apresenta 12 propostas que integram a Estratégia Nacional de Simplificação do Comércio Exterior. As ações fazem parte do projeto Ambiente Jurídico – Investimento e Inovação, desenvolvido pela ABDI no âmbito da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), lançada dia 12 de maio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
  
As propostas buscam maior eficiência no comércio exterior brasileiro, respeitando os acordos e regras internacionais, além de aprimorar os controles necessários, para dar maior eficiência ao comércio exterior brasileiro e com os métodos mais modernos de avaliação de risco. Há, ainda, medidas de simplificação da legislação de comércio exterior.
  
Todas as propostas foram aprovadas na última reunião do Conselho de Ministros que compõe a Camex, realizada em 6 de maio de 2008. As medidas foram definidas pelo Grupo de Técnico de Facilitação de Comércio (GTFAC), da estrutura permanente da Camex, durante encontro realizado nos dias 7 e 8 de abril, em Atibaia (SP), que contou com a participação de 35 órgãos de governo atuantes nas operações de comércio exterior no País, entre ministérios, agências reguladoras e secretarias, sendo coordenadas pela Camex, com o apoio da ABDI.
  
Entre as medidas, destacam-se: reduzir o elevado número de mercadorias sujeitas a anuência ou outros controles, ampliar o intercâmbio de informações e de análises de riscos nas operações de comércio exterior, adotar mecanismos de agilização do licenciamento de produtos, harmonizar normas e procedimentos e capacitar os agentes públicos operadores de comércio exterior.

   Veja abaixo as 12 principais propostas:
 
1 – reduzir ao mínimo necessário os produtos e os procedimentos de controle para exportação; reduzir o número de produtos sujeitos à anuência (inclusive destaques); eliminar anuências múltiplas para um mesmo produto;
 
2 – ampliar o compartilhamento de informações, base de dados, técnicas e experiências em parametrização para seleção fiscal entre intervenientes no comércio exterior; harmonizar e/ou uniformizar técnicas de identificação dos operadores com maior ou menor risco; criar mecanismo de licenciamento instantâneo para operadores de menor risco;
 
3 – implementar procedimento sumário e automático de licenciamento enquanto não for implementado o “operador autorizado”, de forma a eliminar a necessidade de obter autorizações caso a caso, em especial para empresas tradicionais exportadores e importadoras;
 
4 – dispensar a anuência em trânsito aduaneiro, salvo em situações excepcionais; eliminar anuências em zonas primárias (portos, aeroportos e fronteiras secas), para mercadorias que se destinam a outro recinto alfandegado, desafogando o movimento de cargas e a necessidade de armazenagem no local do trânsito;
 
5 – aperfeiçoar a sistemática de licenciamentos e anuências de forma a conferir maior racionalidade ao processo e dar transparência e visibilidade ao desempenho de cada interveniente;
 
6 – padronizar horários, rotinas e expedientes de atendimento em todo o território nacional, para todos os intervenientes governamentais que prestam serviços em portos, aeroportos e zonas de fronteira;
 
7 -  padronizar e manualizar normas e procedimentos operacionais e administrativos dos órgãos intervenientes de comércio exterior, disponibilizando-as na Internet;
  
8 – aprovar e implementar programas de capacitação e treinamento de pessoal que permitam uma visão do conjunto e da importância de suas atividades para o desenvolvimento do comércio e para a competitividade do País;
  
9 – definir critérios para agilizar a liberação de mercadorias e embalagens de madeira, com foco na fiscalização de empresas, setores e países que oferecem maiores riscos de contaminação; criar mecanismos que permitam tratamento diferenciado e mais rápido na liberação de mercadorias submetidas a menores níveis de risco;
  
10 – enviar aos ministérios envolvidos no Comércio Exterior recomendação para que, durante a fase de elaboração do orçamento do ano seguinte, observem a possibilidade de destinação e liberação prioritária de recursos para as atividades de desenvolvimento, atualização tecnológica, integração e manutenção de sistemas relacionados ao comércio exterior;
  
11 – mapear produtos importados/exportados relacionados com atividades de Pesquisa e Desenvolvimento e seus respectivos códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM); analisar a legislação, processos e procedimentos sobre comércio exterior de produtos relacionados à P&D, para sugerir melhorias nos procedimentos e elaborar propostas de peças jurídicas (minutas de decretos, portarias etc) sobre o tema; discutir e validar propostas junto ao MDIC e outros atores governamentais relevantes à legislação aplicável;
  
12 -  complementar a infra-estrutura de serviços tecnológicos para fins da ampliação e expansão de procedimentos de avaliação da conformidade de interesse de órgãos e agências reguladoras envolvidos com anuências.

Outras informações sobre a Política de Desenvolvimento Produtivo podem ser obtidas no site www.desenvolvimento.gov.br/pdp.

 

 

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ACIDENTE GRAVE NA AREA DE CONTROLE INTEGRADO NO PARAGUAI

Maio 16, 2008
 
Aconteceu um grave acidente  com um Analista -Tributário, da Aduana integrada ao Paraguai.  
O colega Analista-Tributário está com o  rosto e partes do corpo queimados.
A causa foi a exposição de um container, repleto de isqueiros chineses, altamente explosivos, debaixo de sol escaldante durante dias. Ao ir verificar as mercadorias para ‘desembaraçá-las’, o container  simplesmente explodiu e o deslocamento da explosão jogou-o longe. 
Ele está com diversos ferimentos pelo corpo. 
Fato trágico que nos faz indagar, como ficaremos sem adicional de periculosidade.
Ocorre que nossa instituição não está  preocupada nem com um ambiente saudável de trabalho, quanto mais com a segurança de seus servidores.
Apesar do desembaraço aduaneiro ser atribuição de Auditores-Fiscais, na ACI – Área de Controle Integrado, eles não realizam conferência física nenhuma, só os Analistas Tributários.
O Auditor-Fiscal estava na sua sala, sentado, carimbando os papéis, como de costume.
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Unafisco: Pauta conciliatória marca discussão da retomada da negociação

Maio 16, 2008

Postado em:

A retomada da negociação da Campanha Salarial dos Auditores-Fiscais em reunião com o secretário de Recursos Humanos do MPOG (Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão), Duvanier Paiva, teve como ponto central a apresentação da pauta mínima conciliatória aprovada pela Classe em Assembléia Nacional.

O presidente do Unafisco, Pedro Delarue, entregou a pauta com os pontos mínimos para a conciliação assinada por todas as entidades representativas dos Auditores – Unafisco, Fenafisp (Federação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil), Anfip (Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil) e Sinait (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho).

“Trata-se de seis pontos que no nosso entendimento devem nortear a nossa retomada das negociações: sistema de avaliação de desempenho, não desconto dos dias parados, fosso, salário inicial e final, calendário e montante da primeira parcela do reajuste”, defendeu Delarue.
Remuneração por subsídio foi citado pela Fenafisp, Anfip e pelo Sinait.

O secretário de Recursos Humanos afirmou que em relação ao sistema de avaliação existem todas as condições de chegar a uma equação compartilhada. No entanto, Duvanier disse ser muito difícil modificar a estrutura financeira da proposta já apresentada. “Há possibilidades, mas também há limites claros. Piso e teto estão estabelecidos como limite. Fosso é um fenômeno que não reconhecemos como um problema. Mas com essa discussão aprendemos que essa é uma questão importante para os Auditores. Mas a solução do fosso só pode acontecer com uma redução no salário inicial. A primeira parcela do reajuste não pode ser mudada porque impacta no Orçamento que nos resta para este ano. E o calendário é o mesmo para todas as Carreiras com as quais estamos negociando para montar a segunda medida provisória”, detalhou.

Mas, segundo o secretário, a posição não é imutável. “Esse é o entendimento que eu tenho hoje. Ao longo da negociação, outros atores podem intervir, modificando esse posicionamento” , ponderou.

Na próxima semana, Duvanier estará participando de um evento fora do país. Portanto, outra reunião está marcada para o dia 27. O secretário se comprometeu a tentar apresentar, neste novo encontro, uma contraproposta à pauta conciliatória apresentada pelos Auditores. Aqui

Fenafisp: Questionado sobre a possibilidade de antecipar a entrada em vigor da última parcela do reajuste, Duvanier destacou que isso é possível, mas que no momento ele não pode prometer, pois o calendário é semelhante para todas as categorias que estão negociando com o Governo e que se acontecer para os Auditores-Fiscais ele será cobrado pelas demais carreiras. “Isso é um compromisso sério, temos que fazer com muito cuidado”, afirmou.

Anfip: Com relação aos pontos apresentados, Duvanier esclareceu que foi difícil construir um consenso no governo para a adoção da remuneração como subsídio, mas que não há possibilidade de desvincular essa remuneração do SIDEC. A avaliação de desempenho, segundo o secretário, é um tema importante para todas as carreiras e deve ter uma dimensão ampla, e não individualizada. O secretário entende que possam ser retomados os valores da tabela que já tinham sido ensaiados anteriormente, mas necessariamente terá que ser modificado o valor inicial da carreira.

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MP incluirá civis e militares

Maio 16, 2008

 

Correio Braziliense
1405/2008

Medida provisória com reajuste para 800 mil servidores do Executivo federal e 700 mil das Forças Armadas já está com o presidente Lula e deve ser publicada no Diário Oficial da União de amanhã

Aguardada por milhares de servidores públicos há mais de dois meses, a medida provisória (MP) que trata do reajuste de cerca de 800 mil funcionários do Executivo federal e 700 mil militares da ativa e da reserva chegou às mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem, mas só deverá ser publicada no Diário Oficial da União de amanhã. Se isso ocorrer, o governo encerrará a primeira e mais complicada fase de negociação com o funcionalismo. Fechar acordos com carreiras de Estado e com as categorias intermediárias, que somam aproximadamente 300 mil pessoas, são os passos seguintes.
A mesma MP que beneficiará os servidores civis também se estenderá aos militares, segundo informou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Agrupar os dois públicos foi sugestão da área técnica. O impacto financeiro estimado para os aumentos dos civis gira em torno de R$ 3,5 bilhões. Já a folha de pagamento dos militares passará de R$ 27,6 bilhões para R$ 31,8 bilhões neste ano. Os aumentos serão retroativos a 1º de março e terão efeitos integrais até 2010.
Esse conjunto de reajustes e outros que virão ao longo do primeiro semestre vão obrigar o governo a pedir um reforço de caixa ao Congresso Nacional. Bernardo disse ao Correio que a suplementação não será pequena, mas ficará, de acordo com ele, dentro dos parâmetros definidos para 2008. Na proposta orçamentária deste ano há R$ 3,4 bilhões reservados a reajustes do funcionalismo. Técnicos do Ministério do Planejamento finalizam os últimos detalhes da proposta de verba extra que será encaminhada aos parlamentares, provavelmente, até o fim do mês.
Hoje haverá protestos coordenados pela Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) e Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Esplanada dos Ministérios. Os sindicatos convocaram servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Hospital das Forças Armadas (HFA), administrativos da Polícia Federal, servidores do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE), dos ministérios da Cultura, Previdência, Saúde, e Trabalho, professores e técnicos universitários. Essas categorias temem que, com a proximidade do fechamento da folha de pessoal da União, os reajustes não possam ser incluídos no contracheque de maio, pago em junho.
Em meio a contas que não fecham, o governo ainda lida com pressões que tendem a aumentar com o passar dos dias. Funcionários do Tesouro Nacional, da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Banco Central querem finalizar acordos salariais iniciados no ano passado. Como, na média, as remunerações pagas a esse contingente de servidores estão bem acima do que se aplica no Executivo federal, os impactos orçamentários serão grandes.

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Greve dos auditores chega ao fim, informa sindicato

Maio 9, 2008

ECONOMIA

08/05/2008 (19:44)
Agencia Estado
Os auditores fiscais decidiram hoje, em assembléia, suspender a greve iniciada no dia 18 de março, segundo informou o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco). A paralisação foi suspensa com a condição de que o governo volte à mesa de negociação conforme foi prometido nesta semana pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Caso não haja avanço nas negociações, informou o Unafisco, os auditores fiscais irão cruzar os braços entre os dias 12 de maio e 1º de junho. A categoria considera que este é um tempo suficiente para que o governo possa avaliar a posição dos auditores.

Até o momento, o resultado parcial da apuração dos votos mostra que 83,12% dos auditores votaram a favor do fim da greve. Já foram apurados os votos de 79 das 93 delegacias e representações sindicais nos Estados.

Na terça-feira, o comando de greve esteve reunido com Paulo Bernardo, que se dispôs a negociar os critérios de avaliação e promoção dentro da carreira. O ministro afirmou na ocasião, porém, que não deu garantias aos auditores de que poderá avançar na proposta financeira. Ele também garantiu que haverá na folha de pagamento de maio o desconto dos dias parados.

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OS ANALISTAS TRIBUTÁRIOS DE SALVADOR INICIAM UMA NOVA FASE DE NEGOCIAÇÃO COM A ADMINISTRAÇÃO DA SRFB

Maio 8, 2008

A DELEGADA SINDICAL DE SALVADOR SE REÚNE COM O CHEFE DA DIGEP DA 5ª RF-SRFB

Por ter sido convidada pelo chefe da DIGEP- 5ª RF, Sr, Francisco Lessa, para uma conversa informal sobre sua declaração ao jornal A Tarde, em que  afirma que a gestão de pessoas da SRFB está na contra-mão da modernização aduaneira,  Gleciara Ramos esteve  presente ao gabinete da chefia da DIGEP, no dia 07/05/08, às 15:00.

No início da reunião, a delegada sindical entregou ao chefe da DIGEP,  um ofício à Superintendente Srª Zayda Manatta, encaminhando um estudo realizado pela  Delegada Seccional da Alfândega do Porto-SSA, Nadja Brust, e pela Delegada da DS-SSA, intitulado”CRISE NA ADUANA E RELATÓRIO PRICE”, solicitando uma reunião com os Analistas da Aduana, para a discussão da realidade da gestão de pessoas e sua necessária modernização.

O objetivo do chefe da DIGEP foi tentar demonstrar que, “se foi a própria RFB que contratou a Price, esta não poderia estar na contra-mão da modernização da Aduana”, tendo sido rebatido pela Delegada Sindical, a qual contextualizou todas as injunções que engendraram este processo e que:

1- Há concordância de que a SRFB tem atuado na modernização no que tange aos sistemas tecnológicos implantados e em implantação;

2- A Price Waterhouse Coopers venceu o processo licitatório feito pela RFB, e é produto do Plano de Assistência Técnica para o Crescimento Eqüitativo e Sustentável – PACE, em curso desde 2004, entre quatro ministérios: Fazenda, Transportes, Ciência e Tecnologia e Justiça;

3- Este é um Macro-sistema que dá suporte ao desenvolvimento econômico com investimentos no total de US$ 14,40 milhões, financiados pelo BIRD- Banco Inter-americano de Desenvolvimento, cujos recursos são internalizados  pela CEF- Caixa Econômica Federal, em via de regra a fundo perdido, senão com juros muito baixos para os praticados internamente, com a finalidade de dar aporte a todos  os países signatários dos pactos e acordos internacionais;

4- Os pilares básicos deste macro-sistema são de natureza infra-estrutural e modernização das organizações governamentais, incluindo tecnologia e RH.
A esta argumentação o chefe da DIGEP indagou  aonde faltam ações da administração da RFB para a modernização e capacitação do RH da Aduana brasileira.
Foi respondido pela Delegada que o Relatório Parcial da PRICE 1, foi concluído em agosto de 2007, e que as discussões do Pró-Pessoas sobre a LOFF se iniciaram em dezembro de 2007, não constando nestas os encaminhamentos na direção da solução dos pontos fracos apontados por esta consultoria, no que concerne a:

. não utilização e conseqüente desvalorização da mão de obra de qualificação complexa e bem remunerada dos ATRFB;

. evasão desta mesma mão de obra como resultado desta desvalorização, indo de encontro a uma necessária política de estímulo a permanência dos servidores em áreas inosptas como é a zona primária;

.  urgência de  definição das atribuições de toda a Carreira.

Mesmo diante desta exposição dos pontos fracos no que respeita a sub utilização da mão de obra  dos  ATRFB, a delegada sindical consignou que o Pró-pessoas não busca nem sequer a proporcionalidade nas representações, quanto mais a paridade, e agravado por um processo atropelado de discussão, escolhido para ser implementado em período de férias da maioria dos servidores – fim de ano e carnaval – concluindo uma minuta que em nada altera a realidade posta pela consultoria Price. E o maior agravante é que as mudanças da LOFF só seriam implementadas no futuro, comprometendo todo o funcionamento de RH.

Para o Chefe da DIGEP isto não é um grande problema na Aduana, e a Delegada pontuou que isto perpetua uma política de privilégios com sérias deformações na área aduaneira, comprometendo toda implantação da modernização tecnológica, pois a inteligência necessária à utilização dos sistemas estaria sendo desperdiçada. Sem contar que os investimentos infraestruturais do macro-sistema  econômico buscados pelo PACE, ficariam comprometidos caso o pilar de sustentação, que é o RH, não acompanhasse  esta modernização.

Como exemplo foi citado pela delegada que o Coordenador do grande projeto SICARGA é um Analista-Tributá rio, Paulo Zancul, de São Paulo – 8ª RF.

A Delegada pontuou ainda que esta realidade é resultado de uma contaminação da administração por uma política de reserva de mercado, não expandindo os objetivos do órgão para absorver  o desenvolvimento tecnológico vivido em nossos tempos, e que esta política de reserva  é obsoleta, pois compreende  a Aduana  somente naquilo que engrandece a ação proibitiva – exemplo: contrabando e descaminho -  não cumprindo a sua Missão de estimular e regular a economia, que faz dos impostos aduaneiros terem uma  característica parafiscal e não arrecadatória, como no caso dos tributos internos.

O chefe da DIGEP resumiu a discussão na existência de muitos preconceitos e que todos os problemas são levados para  essa  luta travada entre as categorias.

A delegada concordou com este processo doentio no ambiente de trabalho e justamente por isto, colocou, contundentemente, que cabe à administração, principalmente, ao setor de gestão de pessoas agir.

Afirmou que nenhuma doença  começa do nada e também termina sem um remédio  eficaz.  Localizou, ainda, que a origem da doença é  a estrutura de carreira  comprometida e a  contaminação nas ações da administração,  pelo corporativismo, permitindo que servidores públicos de uma das categorias sejam  desqualificados pela outra.

O Chefe  alegou que uma cultura não se muda por decreto. Porém, a  delegada afirmou que  é por decreto mesmo que deve mudar, pois o que vivemos é a falta de normas infra-constitucinai s que regulamentem a carreira ARFB nos ditames da Constituição Federal.

Ela pontuou, ainda, que a discussão da carreira foi evitada no Pró-pessoas, se negando a resolver este problema basilar, quando rejeitou a minuta de LOFF do SINDIRECEITA que sinaliza a observância do instituto da promoção.
A rejeição do Pró-pessoas foi equivocada, uma vez que alegou inconstitucionalida de, já que em casos similares  no Fisco Estadual de RS, de SC e em outros estados, tendo o executivo regulamentado a estrutura de carreira, ADIN foram impetradas, todavia, denegadas pelo STF.

A imparcialidade exigiria que no máximo os gestores do Pró-pessoas pontuassem a polêmica e abrissem a discussão para sua solução.
A delegada lembrou que no Workshop,  o qual tinha por objetivo apresentar a minuta da LOFF aos  demais ministérios do executivo, a omissão em não enfrentar este problema, crasso, foi apontada pelos representantes da AGU, do Planejamento e da Casa Civil, ressaltando exatamente a anomalia inconstitucional na existência de uma carreira com dois cargos estanques.

O chefe da DIGEP disse ainda que existe uma discussão sobre esta carreira não ter sido recepcionada pela constituição, mas logo foi rebatido pela delegada que afirmou “o ponto vácuo é na lei menor, a qual não plasmou os ditames estabelecidos pela carta magna, como mandou o ADCT, no seu art. 24″.

A delegada, também, indagou por que a DIGEP não acompanha as diretrizes do MOG, que vem implementando uma política de negociação permanente com os servidores, com a finalidade de pacificar as organizações, mas, sobretudo, evoluí-las , ampliando o conhecimento de gestão.

O chefe da DIGEP disse que a negociação é só salarial, e a líder sindical  o informou que os ministérios já se colocaram predispostos à discussão da carreira, assim que concluída  a etapa salarial.

Terminou a reunião com o chefe da DIGEP se comprometendo a agendar uma audiência com a Superintendente, o SINDIRECEITA e os Analistas da Aduana.

Gleciara Ramos
Delegada Sindical SINDIRECEITA- DS- SSA

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Negociação Salarial

Maio 7, 2008


Secretário Duvanier Paiva sinaliza que acordo será formalizado antes do feriado


O secretário informou aos representantes do Sindireceita que o percentual e os critérios de desenvolvimento da carreira ficaram para regulamentação posterior

O secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva, afirmou aos diretores do Sindireceita, em reunião ocorrida nesta terça-feira (6), que o termo de compromisso formalizando o acordo salarial com os Analistas-Tributários deverá ser assinado nas próximas duas semanas, antes do feriado do dia 22 de maio.

O secretário reafirmou o compromisso, firmado primeiramente com a categoria, de que as alterações no Sidec estão mantidas, ou seja, o percentual e os critérios de desenvolvimento na carreira serão definidos posteriormente e negociados durante a regulamentação. É importante lembrar que o Sindireceita foi o responsável pelos avanços relacionados ao Sidec e que esses avanços contemplarão os demais integrantes da Carreira de Auditoria da Receita Federal. Além disso, o Sidec vem para o conjunto de servidores que recebem por meio de subsídio e não abrangerá apenas os servidores da RFB.

Duvanier destacou ainda que estão mantidos os percentuais de implementação das parcelas, o cronograma de pagamentos (julho de 2008, julho de 2009 e julho de 2010), assim como a tabela. No entanto, a parcela a ser paga em 2010 poderá ser renegociada para 2009, desde que a arrecadação mantenha o mesmo desempenho. A proposta foi apresentada pelo Sindireceita, e caso venha a ser implantada beneficiará todas as carreiras do grupo fisco.

Participaram da reunião o vice-presidente do Sindireceita, Hélio Bernades, a diretora de Assuntos Parlamentares, Sílvia Felismino, e o diretor de Relações Sindicais, Sérgio Castro.

Veja aqui a proposta para progressão e promoção. 

Edital de Convocação AGNU

O Presidente do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil – Sindireceita, entidade representativa dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil, no uso de suas atribuições, de acordo com o artigo 29 e do artigo 63, inciso X, do Estatuto da entidade, Convoca todos os filiados a comparecer na Assembléia Geral Nacional Unificada – AGNU, a realizar-se nos dias 15 e 16 (quinta e sexta-feira) de maio de 2008, conforme data, hora e local a ser determinado pelo edital da respectiva Delegacia Sindical, para discutir e deliberar sobre a seguinte pauta:

1 – Avaliação de Conjuntura
2 – Pauta Reivindicatória – Negociações Salariais – Mobilização
3 – Deliberação sobre a proposta final apresentada pelo governo